A endometriose é uma doença mais comum do que se pensa e acomete de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva
Mas, justamente por também estar associada a causas de infertilidade, a boa notícia é que seu diagnóstico vem crescendo e se tornando mais precoce, o que ajuda a evitar cada vez mais, que se chegue às fases mais graves da doença. A conclusão é do ginecologista e especialista em reprodução assistida da NIDUS Medicina Reprodutiva, Josélio Vitoi Rosa.
Mesmo ainda inconclusivas, as estatísticas apontam que a doença é a causa de cerca de 40% dos casos de infertilidade feminina. Desconfiar da doença precocemente é o maior desafio nas consultas ginecológicas de rotina, pois a endometriose pode ser assintomática e só descoberta quando a mulher não consegue engravidar. JosélioVitoi chama a atenção para a importância da avaliação, especialmente nas mulheres mais jovens, sem filhos. “Não devemos desprezar a queixa da paciente em relação à dor durante a menstruação, durante as relações sexuais e até ao evacuar. São sintomas que, quando valorizados e investigados, podem ajudar a evitar a evolução da patologia a nível profundo”, enfatiza ele.
Apesar de ser um sintoma claro, em nossa cultura ainda é muito forte a ideia de que a dor durante a menstruação é normal. Por falta de informação, são poucas as pessoas que conseguem associá-los à endometriose e, assim, o diagnóstico leva cerca de 7 a 10 anos para ser estabelecido.
Sintomas e tratamentos
A doença pode ser assintomática, mas é bom prestar atenção aos sintomas clássicos: fortes cólicas menstruais, que pioram ao longo dos anos e dor no fundo da vagina durante a relação sexual, intestino solto ou muito preso durante a menstruação, dificuldade e dores para evacuar ou urinar neste período, desconforto contínuo na barriga ao longo de todo o mês, são alguns deles, que nem sempre aparecem em conjunto.
Há tratamentos em nível clínico, com analgésicos e hormônios, mas, em geral, a melhor solução pode ser a intervenção cirúrgica, por videolaparoscopia.
Dr. Josélio Vitoi Rosa
Médico Ginecologista, diretor da NIDUS Medicina Reprodutiva
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