É fato! As mulheres estão engravidando mais tarde por inúmeros motivos. E existe, nos últimos anos, um aumento na incidência de câncer de mama em mulheres na pré-menopausa. O resultado disso? Um número crescente de mulheres com diagnóstico de câncer de mama que ainda não iniciaram ou completaram a sua família.
Para quem ainda não sabe, terapias adjuvantes como quimioterapia e radioterapia podem causar diminuição da reserva folicular ovariana com queda da fertilidade, dificultando o sonho de gestar. Daí a importância de discutir opções de preservação da fertilidade antes do tratamento, levando em consideração o tipo de câncer, o estágio da doença e as expectativas reprodutivas.
A dúvida seguinte é bastante comum entre as pacientes: é seguro fazer o tratamento para congelamento de óvulos após o diagnóstico de câncer de mama?
A mastologista Dra Estela Laporte explica: “para pacientes que serão submetidas a tratamentos adjuvantes potencialmente gonadotóxicos, a opção preferida para preservação da fertilidade é a hiperestimulação ovariana controlada, com recuperação de oócitos e criopreservação. Muitas pacientes no entanto, ficam inseguras em realizar o procedimento, normalmente devido a conceitos equivocados ou à falta de compreensão do processo de preservação da fertilidade, e seu efeito real no contexto do câncer de mama.”
Um estudo Canadense publicado em 04/2022, que avaliou mulheres de até 40 anos, com câncer de mama estágio I-III, submetidas a tratamento de preservação da fertilidade envolvendo estimulação ovariana, concluiu que o tratamento não impactou na sobrevida livre de doença invasiva nem na sobrevida global dessas pacientes após uma média de 4 anos, demostrando sua segurança em mulheres com câncer de mama, mesmo nos casos de tumores com receptor hormonal positivo.
“Diante das evidências atuais com base na literatura mundial, o tratamento de preservação da fertilidade envolvendo a estimulação ovariana, usando protocolos apropriados, não está relacionado a um maior risco de recidiva ou agravamento da doença em pacientes pré-menopausadas com diagnóstico de câncer de mama”, complementa a especialista.
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